segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mercury Rising


Mercury Rising, é um policial realizado por Harold Becker no ano de 1998. Este filme conta a história de uma criança autista que após ter descoberto a senha que dá acesso a um programa secreto do governo americano e dos seus pais terem sido assassinados, passa a ser perseguido. A sua única hipótese de escapar é contando com o apoio de um agente do FBI, que decide protegê-lo e desvendar o caso.

Através de um paralelismo com este mesmo filme, deixamo-vos aqui um link de outro video sobre o mesmo filme, que explica os principais sintomas de um autista.





I am Sam


Um homem portador de uma deficiência mental, luta pela custódia da filha de 7 anos. Durante este processo, ele ensina à sua advogada insensível os valores amor e família. Um filme dirigido por Jessie Nelson,que conta com nomes como Sean Penn e Michelle Pfeiffer, como protagonistas.

Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade

O Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade (PAIPDI) foi adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros nº120/2006, de 21 de Setembro.

Este primeiro Plano de Acção define um conjunto de medidas de actuação dos vários departamentos governamentais, bem como metas a alcançar no período compreendido entre 2006/2009 com vista a criar uma sociedade que garanta a participação efectiva das pessoas com deficiência.

O Plano tem cinco objectivos estratégicos:

  1. A promoção dos direitos humanos e o exercício da cidadania.
  2. A integração das questões da deficiência e da incapacidade nas políticas sectoriais.
  3. A acessibilidade a serviços, equipamentos e produtos.
  4. A qualificação, formação e emprego das pessoas com deficiências ou incapacidades.
  5. A qualificação e formação dos profissionais que prestam serviços às pessoas com deficiências ou incapacidade.

Paralelamente, foi criada uma Comissão de acompanhamento coordenada pelo INR, I.P., que faz a avaliação e monitorização da execução do PAIPDI.

FONTE: http://www.inr.pt/content/1/26/paipdi

Acessibilidade electrónica

Permitir a todas as pessoas o acesso à informação e ao conhecimento, criando as condições necessárias para a aquisição de competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação, constitui, actualmente, um imperativo inadiável para qualquer sociedade que não queira ver-se irremediavelmente ultrapassada no percurso imparável da globalização e da predominância crescente daquelas tecnologias em todos os sectores da vida humana.

Para as pessoas com deficiências ou incapacidade, para além das questões de acesso às tecnologias da informação e comunicação para a generalidade da população, que se prendem com a formação ou com as condicionantes económicas, por exemplo, levantam-se problemas específicos de acessibilidade electrónica que restringem fortemente a sua funcionalidade e a sua participação social.

Estes problemas são basicamente relativos ao hardware, isto é, aos instrumentos que produzem, veiculam e transmitem a informação, e ao software, constituído pelos programas que tornam viável todo o circuito da informação.

As soluções para os primeiros terão necessariamente de resultar da conjugação de vontades e de esforços de vários sectores da sociedade, designadamente o Ensino e a Indústria, e da intervenção de áreas fundamentais como a do Desenho Universal ou Desenho para Todos. Para a resolução dos segundos concorrem medidas como a utilização cada vez maior das normas de acessibilidade para os sítios da Internet, amplamente divulgadas pelo Programa Acesso, da UMIC, Agência para a Sociedade do Conhecimento, a aplicação de regras de acessibilidade aos programas digitais ou o alargamento da introdução de legendagem e interpretação de língua gestual nos programas televisivos.

A acessibilidade electrónica é acompanhada pelo INR, I.P., em duas vertentes: a nacional, pela coordenação da Rede de Centros de Excelência em Desenho para Todos e Acessibilidade Electrónica, e a internacional, enquanto Centro Nacional de Contacto da European Design for All e-Acessibility Network - EDeAN.

FONTE: http://www.inr.pt/content/1/6/acessibilidade-electronica/

domingo, 16 de maio de 2010

Inclusão: a perspectiva da Comissão Europeia

Actualmente, a Comissão Europeia e as Agências Nacionais de JUVENTUDE estão a implementar uma “Estratégia para a inclusão dos jovens com menos oportunidades nos programas da JUVENTUDE”. A estratégia tenta responder ao desafio lançado pela ausência de participação de muitos jovens europeus nas actividades trans-nacionais, seja por causa dos obstáculos ou por falta de preparação dos trabalhadores e formadores de jovens no apoio a este grupo-alvo. O termo “jovens com menos oportunidades” refere-se essencialmente aos obstáculos que se levantam à participação, não tendo como objectivo a estigmatização intencional deste grupo. Estes obstáculos podem ser de natureza sócio-economica, cultural ou geográfica ou podem ainda ser resultado de uma deficiência física ou mental. Até ao ano de 2003, queremos aumentar substancialmente a participação deste grupo-alvo nos programas da JUVENTUDE e considerar os projectos com ele relacionados, como uma prioridade. As diferentes acções que compõem o programa da Juventude oferecem várias oportunidades aos jovens com menos oportunidades, como por exemplo, os projectos a curto prazo do Serviço de Voluntário Europeu (Acção 2) e os projectos criados e organizados por jovens integrados na estrutura das Iniciativas da Juventude (Acção 3). Foram também disponibilizados fundos adicionais para os projectos com este grupo-alvo. A estratégia de inclusão espera alcançar áreas como a informação, a motivação e formação; a criação de redes; cooperação entre as Agências Nacionais de JUVENTUDE no campo da inclusão; transferência das boas práticas e experiências; e uma monitorização de qualidade. Mais ainda, as ferramentas de formação existentes (tais como o SALTO-YOUTH, as formações do pessoal YOUTH e, por último, mas não necessariamente o menos importante, esta Mochila Pedagógica), têm sido orientadas no sentido da inclusão. Assim, a presente Mochila Pedagógica representa uma ferramenta importante na estrutura geral e contribuirá certamente para a formação de uma Europa cada vez mais inclusiva para os jovens com menos oportunidades.


Pierre Mairesse


FONTE: "Inclusão Social - Mochila Pedagógica" do Ponto Social

As politicas de inserção

Dentro dos parâmetros do “novo” pensamento estatal que se elabora durante os anos de 1970-1980, “a inserção” aparece como o rotulo que designa as respostas estatais sucessivas ao desemprego dos jovens e à “nova pobreza” (a exclusão).

Este é esboço duma historia social de inserção que procura meter em evidencia as múltiplas implicações dos novos modos de enquadramento do “não-emprego”, em que a lógica do projecto consiste hoje em dia, na chave para mostrar como eles substituíram progressivamente a figura do desfuncional à do desempregado. Gérard Mauger passa pela analise do trabalho colectivo que foi necessário para fazer da inserção um “problema oficial”, uma categoria do pensamento estatal que se impõe no mundo politico, sindical, protector, mediático e cientifico.

MAUGER, Gérard (2001), “Les politiques d'insertion", Actes de la Recherche en Sciences Sociales. PDF do texto completo

Folheto da Direcção Geral de Acção-Social (excertos)







Evolução da inclusão de deficientes

Antiguidade

Alguns exterminavam-no, porque os consideravam empecilhos para a sobrevivência do grupo; outros protegiam-nos, para buscar a simpatia dos deuses ou como gratidão àqueles que se mutilavam em guerras.

Hebreus: consideravam a deficiência uma punição de Deus e impediam qualquer um de ter acesso à direcção dos serviços religiosos.

Roma Antiga: a Lei das Xn Tábuas autorizava os patriarcas a matar os seus filhos defeituosos.

Esparta: também os pais matavam os seus filhos defeituosos, ao nascer. Estes eram lançados do alto do Taigeto, um abismo de mais de 2.400 metros de altura, próximo de Esparta.

Hindus: consideravam os cegos pessoas de maior sensibilidade interior, justamente pela falta de visão e estimulavam os deficientes ao serviço religioso.

Atenienses e romanos durante o Império: protegiam os deficientes, sustentando-os por um sistema semelhante à

Previdência Social, em que todos contribuiam para a manutenção dos heróis de guerra e das suas famílias.


Idade Média

Por influência do Cristianismo, os senhores feudais amparavam os deficientes e os doentes em casas de assistência por eles mantidas.Com a queda do feudalismo, começou-se a pensar que os deficientes deveriam ser engajados no sistema de produção, ou assistidos pela sociedade, que contribuía compulsivamente para isso.


Renascimento

A visão assistencialista cedeu lugar à visão profissionalizante interactiva do deficiente e iniciou-se uma busca racional de integração, por leis que passaram a ser promulgadas.


Idade Moderna

Começaram a aparecer vários inventos que se forjaram com o intuito de propiciar meios de trabalho e locomoção às pessoas portadoras de deficiência: cadeira de rodas, bengalas, bastões, muletas, coletes, próteses, macas veículos adaptados, camas móveis,etc. Foi criado o código Braille por Luís Braille, que trouxe aos deficientes visuais, integração no mundo da linguagem escrita.


Revolução Industrial

Despertou a atenção para a habilitação e reabilitação dos deficientes, quando o trabalho, em condições precárias passou a ocasionar acidentes mutiladores e doenças profissionais. Criou-se, então o Direito do Trabalho e um sistema eficiente de Segurança Social, com actividades assistenciais, previdenciárias e de atendimento à saúde, bem como à reabilitação dos acidentados.

O que já foi feito e o que está por fazer

Pensar em inclusão social remete-nos, necessariamente, ao seu reverso: a exclusão social. Apenas cerca de 1% dos deficientes físicos frequentam algum tipo de escola na maioria dos países em desenvolvimento.


A situação dos portadores dos diversos tipos de deficiência; a situação das crianças e adolescentes em conflito com a lei ou excluídas de sistemas escolares socio-educativos; a exclusão das mulheres; a exclusão de natureza socio-econômica; a discriminação que homossexuais, estrangeiros, negros, sem-abrigo e idosos sofrem na sociedade e nos ambientes escolares – são tudo assuntos por resolver.


A promoção de ambientes educacionais flexíveis e sensíveis às necessidades singulares de todo aluno não é uma tarefa fácil no âmbito da educação tradicional.

“Praticamente em toda a história da civilização a educação tem sido para a elite, e as práticas educacionais têm refletido a orientação elitista” (Blankenship e Lilly, 1981). Há quase um século, houve o reconhecimento dessa situação na educação, e grupos de defensores uniram forças e começaram a organizar-se para contrabalançar tal injustiça. Diversas pessoas comprometidas com o futuro reuniram-se para discutir e melhorar as oportunidades disponíveis às crianças e a todas as pessoas com necessidades e características diversas. As mudanças na educação ao longo dos anos assumiram muitas formas e foram feitos progressos graduais. Os desenvolvimentos têm sido cada vez mais progressistas rumo a critérios educacionais e sociais mais inclusivos.


As diferenças entre os alunos numa sala de aula estão a ser reconhecidas como uma vantagem para a aprendizagem. Como explica Robert Barth, professor de Harvard (1990, p. 514-515): “As diferenças representam grandes oportunidades de aprendizagem. As diferenças oferecem um recurso grátis, abundante e renovável... o que é importante nas pessoas – e nas escolas – é o que é diferente, não o que é igual”. Com o passar do tempo, essas mudanças promoveram uma compreensão ainda mais ampla do nosso semelhante para além dos limites das diferenças de aprendizagem individuais. A total inclusão de todos os membros da humanidade, de quaisquer raças, religiões, nacionalidades, classes socio-econômicas, culturas ou capacidades, em ambientes de aprendizagem e comunidade, pode facilitar o desenvolvimento do respeito mútuo, do apoio mútuo, da autorização própria e do aproveitamento dessas diferenças para melhorar a nossa sociedade. É durante os seus anos de formação que as crianças adquirem o entendimento das diferenças, o respeito e o apoio mútuos em ambientes educacionais que promovem e celebram a diversidade humana. Mas a promoção de ambientes educacionais flexíveis e sensíveis às necessidades singulares de todo o aluno, juntamente com a promoção de amizades e sistemas de apoio natural entre pares, não será uma tarefa fácil no âmbito da educação tradicional. “A segregação tem sido praticada há séculos e existem atitudes, leis, políticas e estruturas educacionais arraigadas que atuam contra a total inclusão dos alunos de maneira generalizada” (Stainback, Stainback e Ayres, 1996).


A inclusão, abrangendo conceitos como respeito mútuo, compreensão, apoio, igualdade e autorização, não é uma tendência, um processo ou um conjunto de procedimentos educacionais passageiros a serem implementados. Ao contrário, a inclusão é um valor social que, se considerado desejável, torna-se um desafio no sentido de determinar modos de conduzir o nosso processo educacional para promovê-la. Não haverá um conjunto de práticas estáticas, e sim uma interação dinâmica entre educadores, pais, membros da comunidade e alunos para desenvolver e manter ambientes e oportunidades educacionais que serão orientadas pelo tipo de sociedade na qual queremos viver. É somente através do trabalho conjunto de pessoas comprometidas que podemos lidar com tal desafio. Esse movimento para a mudança foi descrito por uma das grandes figuras da história, John Kennedy. Ele disse que poucos entre nós são individualmente capazes de fazer acontecer uma mudança positiva entre as pessoas, mas, à medida que cada um de nós faz sua pequena parte, cada uma dessas partes torna-se uma pequena ondulação, e essas ondulações tornam-se uma onda poderosa capaz de derrubar a montanha mais alta. A reforma educacional inclusiva é o veículo que pode permitir que todas as nossas ondulações funcionem juntas para formar essa onda.



Referências Bibliográficas

BARTH, R. A personal vision of a good school. Phi Delta Kappan, n. 71, p. 512-571,1990.

BLANKENSHIP, C.; LILLY, S. Mainstreaming students with learning and behavior problems. New York: Holt, Rinehart & Winston, 1981.

STAINBACK, S.; STAINBACK, W.; AYRES, B. In: STAINBACK, W.; STAINBACK, S. (Eds.). Controversial issues confronting special education: divergent perspectives. Boston: Allyn & Bacon, 1996.

VlLLA, R.; THOUSAND, J.; MEYER, J.; NEVlN, A. Regular and special education teacher and administrator perceptions of heterogeneous education. Burlington,

Conceitos e definições

As definições de “deficiência” são constantemente revistas. A Organização Mundial da Saúde apresenta os seguintes conceitos para impedimento, deficiência e incapacidade:

  • impedimento – alguma perda ou anormalidade das funções ou da estrutura anatômica, fisiológica ou psicológica do corpo humano;
  • deficiência – alguma restrição ou perda, resultante do impedimento, para desenvolver habilidades consideradas normais para o ser humano;
  • incapacidade – uma desvantagem individual, resultante do impedimento ou da deficiência, que limita ou impede o cumprimento ou desempenho de um papel social, dependendo da idade, sexo e factores sociais e culturais.

Considerando os conhecimentos existentes nos nossos dias sobre saúde, a OMS trabalha com três dimensões na reflexão sobre esse tema: função e estrutura do corpo humano, atividades e participação. A partir dessas dimensões, conceitua como:

  • funções do corpo – as funções fisiológicas ou psicológicas do corpo humano;
  • estrutura do corpo – as partes anatómicas do corpo humano, tais como órgãos, membros e os seus componentes;
  • actividade – o desempenho individual de uma tarefa ou de uma acção;
  • limitações de atividades – as dificuldades individuais que podem existir no desempenho de actividades;
  • participação – o envolvimento individual nas situações de vida em relação às condições de saúde, funções e estrutura do corpo humano, actividades e outros factores contextuais;
  • restrições da participação – problemas individuais que podem existir para se incluir ou se envolver numa determinada situação de vida.


Uma pessoa é considerada portadora de deficiência, quando se considera que:

  • deficiência é toda a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica que gere incapacidade para o desempenho de actividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano;
  • deficiência permanente é aquela que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos;
  • incapacidade é uma redução efectiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar pessoal e ao desempenho de função ou actividade a ser exercida.

A definição para deficiência mental, é mais particularmente explorada, sendo a sua descrição a seguinte:

  • Deficiência mental – funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos 18 anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:

a) comunicação;

b) cuidado pessoal;

c) habilidades sociais;

d) utilização da comunidade;

e) saúde e segurança;

f) habilidades académicas;

g) lazer;

h) trabalho.


Fonte: http://www.senac.br/conheca/DCconceito.pdf