domingo, 16 de maio de 2010

Evolução da inclusão de deficientes

Antiguidade

Alguns exterminavam-no, porque os consideravam empecilhos para a sobrevivência do grupo; outros protegiam-nos, para buscar a simpatia dos deuses ou como gratidão àqueles que se mutilavam em guerras.

Hebreus: consideravam a deficiência uma punição de Deus e impediam qualquer um de ter acesso à direcção dos serviços religiosos.

Roma Antiga: a Lei das Xn Tábuas autorizava os patriarcas a matar os seus filhos defeituosos.

Esparta: também os pais matavam os seus filhos defeituosos, ao nascer. Estes eram lançados do alto do Taigeto, um abismo de mais de 2.400 metros de altura, próximo de Esparta.

Hindus: consideravam os cegos pessoas de maior sensibilidade interior, justamente pela falta de visão e estimulavam os deficientes ao serviço religioso.

Atenienses e romanos durante o Império: protegiam os deficientes, sustentando-os por um sistema semelhante à

Previdência Social, em que todos contribuiam para a manutenção dos heróis de guerra e das suas famílias.


Idade Média

Por influência do Cristianismo, os senhores feudais amparavam os deficientes e os doentes em casas de assistência por eles mantidas.Com a queda do feudalismo, começou-se a pensar que os deficientes deveriam ser engajados no sistema de produção, ou assistidos pela sociedade, que contribuía compulsivamente para isso.


Renascimento

A visão assistencialista cedeu lugar à visão profissionalizante interactiva do deficiente e iniciou-se uma busca racional de integração, por leis que passaram a ser promulgadas.


Idade Moderna

Começaram a aparecer vários inventos que se forjaram com o intuito de propiciar meios de trabalho e locomoção às pessoas portadoras de deficiência: cadeira de rodas, bengalas, bastões, muletas, coletes, próteses, macas veículos adaptados, camas móveis,etc. Foi criado o código Braille por Luís Braille, que trouxe aos deficientes visuais, integração no mundo da linguagem escrita.


Revolução Industrial

Despertou a atenção para a habilitação e reabilitação dos deficientes, quando o trabalho, em condições precárias passou a ocasionar acidentes mutiladores e doenças profissionais. Criou-se, então o Direito do Trabalho e um sistema eficiente de Segurança Social, com actividades assistenciais, previdenciárias e de atendimento à saúde, bem como à reabilitação dos acidentados.

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